Bares do Rio: tudo muda muito rápido

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O Bares do Rio mal completou 6 meses e muitas das informações daqui já mudaram drasticamente.

Talvez seja um pouco por causa do Verão e um pouco por causa da inflação, mas a verdade é que beber no Rio de Janeiro ficou mais caro. Praticamente todos os bares cariocas aumentaram significativamente seus preços, tanto das bebidas quanto dos petiscos.

Algumas mudanças sobre os bares do Rio foram as seguintes:

  • O Galetomania do Leblon fechou e deu lugar a uma nova casa, com preços mais salgados.
  • O almoço executivo do Bar do Adão do Leblon aumentou para R$14,90.
  • O Lebronx, depois de algumas promoções em sites de compras coletivas, acabou fechando. E já inaugurou um bar novo no local.
  • O chopp mais barato do Leblon agora pertence ao Galitos (R$4).

Vamos lá! Ajudem a aumentar essa lista, porque eu trabalho no Leblon e acaba que estou mais por dentro dos bares de lá.

Cuervo Cold Pop-Up Shows com OK Go

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A tequila José Cuervo está fazendo uma ação muito legal para divulgar seus drinks gelados: pop-up shows da banda OK Go em diversos pontos de SP e do RJ. Em São Paulo, a brincadeira foi na semana passada. Agora, é a vez dos cariocas. Hoje mesmo já aconteceram 2 shows e ainda vão acontecer mais 3 na quinta e na sexta.

Tequila José Cuervo

Tequila José Cuervo

O start da ação no Rio aconteceu ontem, com uma festa fechada num espaço privado do belíssimo Rio Scenarium (ainda vou escrever sobre lá por aqui), onde a banda tocou 7 músicas e os poucos convidados puderam experimentar drinks gelados preparados com a tequila José Cuervo. O Bares do Rio teve a honra de participar dessa festa e foi uma ótima oportunidade de sair da rotina de cerveja. Experimentei Tequila Sunrise, Margarita (nunca tinha me dado conta de que é preparada com tequila!), Caipicuervo e Tequila Cranberry, em ordem de preferência pessoal. Drinks deliciosos, preparados por bartenders emprestados lá de São Paulo.

Apenas drinks com tequila no bar

Apenas drinks com tequila no bar

O show também foi muito legal. Além de muito criativa, a banda é muito carismática. Os meninos do OK Go são uns fofos, daqueles que dá vontade de levar para casa. Mas vou parar o “papo de menina” por aqui, porque o que importa é que vale muito a pena conferir os pop-up shows gratuitos antes de partir para o barzinho. Fica a dica!

OK Go no palco

OK Go no palco do Rio Scenarium

Pop-up show de hoje, em Ipanema

Pop-up show de hoje, em Ipanema

Confira os próximos pop-up shows:

Quinta, 24 de NovembroBaixo Gávea, na Praça Santos Dumont, às 21h (transmissão ao vivo pelo cuervocold.com)
Sexta, 25 de NovembroCinelândia, na Praça Floriano (altura do número 55), às 13h
Sexta, 25 de NovembroLapa, na Avenida Mem de Sá, às 23h

Boteco do Alemão – Lapa

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As opções de bares da Lapa se multiplicaram tantas vezes na última década, que daria para manter esse blog só escrevendo sobre as atrações do bairro mais boêmio do Rio de Janeiro. São tantas variedades, que o processo de escolha pode ser demorado e trabalhoso. Porém, se você gosta de um bom rock ‘n’ roll e a verba da night tá limitada, não pense duas vezes: vá ao Boteco do Alemão.

Boteco do Alemão

Boteco do Alemão

No boteco, burocraticamente chamado de Nova Lapa e popularmente conhecido como Bar do Alemão, sempre tem música ao vivo. E nada de banquinho e violão! No Boteco do Alemão, a galera se pluga para tocar! A programação varia, mas toda sexta tem show da banda Os Vulcânicos, que toca clássicos do Rock ‘n’ Roll, Rockabilly e Blues. Já visitei o bar em outros dias da semana e também rolava roquenrou ao vivo. E o melhor de tudo: de graça! Nada de pagar para entrar. Nem mesmo couvert.

Rock ao vivo no Boteco do Alemão

Rock ao vivo no Boteco do Alemão

O espaço é pequeno, com uma organização curiosa. É como se fossem dois bares vizinhos, mas o bar funciona na loja da esquerda e o “palco”, na loja da direita. Algumas mesinhas de madeira ocupam a “varanda” (calçada cercada por grades) e a galera que não cabe dentro do bar se arruma pela calçada, que é bastante espaçosa.

Boteco do Alemão

Boteco do Alemão

No Bar do Alemão não tem essa frescura de conta. Você pede sua cerveja e paga na hora. As opções são simples: garrafas das marcas básicas (Brahma, Antarctica ou Skol) por R$5,50. Ou Itaipava por R$4,50. Mas, por favor, deixe para comer em outro lugar.

Alemão

Esse é o Alemão

O banheiro é apertado e desconfortável. O masculino, então, é uma portinha de 1,60m no meio do bar. Mas quem liga para o banheiro depois de 3 cervejas? Conforto não é bem o forte do boteco, mas ainda assim a calçada fica cheia. De todo tipo de gente: mendigos, “populares” (pra usar um termo jornalístico =P), tiozinhos alcoólatras, adolescentes revoltados e sujos, ex-adolescentes-revoltados-e-sujos-que-cresceram-e-ficaram-limpinhos, músicos da “ceninha carioca” e até mesmo Eugene Hütz, do Gogol Bordello. Porque também existe diversidade no rock, tá?

Bar do Alemão no Street View

Bar do Alemão no Street View

Na última vez que estive lá, o público dividia a atenção entre o show, o papo com os amigos e a ação da defesa civil e dos bombeiros, que investigavam um suposto vazamento de gás em algum dos andares do prédio do bar. Lá de cima, de onde costuma cair água e ovos nas noites mais barulhentas. 😉

Bombeiros no Bar do Alemão

Bombeiros no Bar do Alemão

Defesa Civil no Bar do Alemão

Defesa Civil no Bar do Alemão

Era alarme falso.

Endereço:

Rua da Lapa, 200, Lojas A e B – Lapa – Rio de Janeiro

Então vamos falar do Heavy Duty

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Sexta-feira passada, o RJTV exibiu uma matéria sobre o Heavy Duty. Então resolvi falar desse espaço peculiar, conhecido por oferecer o pior atendimento do Rio de Janeiro. E com muito orgulho!

Localizado na Rua Ceará, a poucos metros da Vila Mimosa, o Heavy Duty era um típico bar de motociclistas, muito pequeno, que espalhava algumas mesinhas de plástico pela calçada e pela rua. Eram outros tempos: todos os tipos de figuras esquisitas circulavam pela rua nas noites de sábado. Desde adolescentes ultra-revoltados, acompanhados de suas garrafas de vinho barato ou caídos pelo chão, até motociclistas mais cascudos. E mais outros seres que assustam qualquer vovó católica: punks, metaleiros, góticos, headbangers, glams, skinheads, etc. Sem citar o público frequentador da Vila Mimosa, que passa pela Rua Ceará para chegar ao mercadão proibidão. Naquela época, a Rua Ceará era chamada metonimicamente pelo nome de um de seus espaços mais famosos: o Garage, palco de 9 entre 10 bandas independentes na época. O Heavy Duty atraía um público um pouco mais velho que a média (considere que a média era algo entre 16 e 18 anos) e era o point onde os posers da banda Lion Heart exibiam suas plumas e cabeleiras.

Heavy Duty

O antigo Heavy Duty, na Rua Ceará

Desde essa época, o grito de “batata frita pronta, porra!” já ecoava por aquele fim de mundo. E lembro claramente de uma ocasião em que o dono do Heavy Duty, Zeca Urubu, espalhou alguma bebida pelo balcão do bar e ateou fogo. Pode até ser um estilo de marketing inusitado, mas a verdade é que foi o único bar da Rua Ceará que se consolidou. Tanto que se mudou para um espaço vizinho, bem maior. Enquanto isso, a Rua Ceará virou acesso ao bairro de São Cristóvão e ganhou um fluxo de carros maior que nos tempos de rua fechada (pelo muro da linha do trem).

Zeca Urubu

Esse é o Zeca Urubu, porra!

O novo Heavy Duty segue a mesma linha do antigo, com decoração repleta de neon, caveiras e motocicletas. Mas agora as mesas, cadeiras e sinucas são novas e tem até espaço para shows e festas. Porém, o bar não fica mais aberto a qualquer um: as mesas que ficam na calçada são rodeadas por grades e os pedidos são controlados por uma comanda individual. Mas o atendimento continua a mesma merda de sempre: você pede, busca e paga no balcão, diretamente com o Zeca Urubu, o cara mais rude e estúpido do universo. Não conheço o cara para dizer se ele é gente boa ou não, mas o fato é que ele fatalmente irá te tratar mal. Isso é divertido até certo ponto, mas pode ser muito desagradável se você está num dia mais sensível, ou se você tem pressa para pagar logo e ir embora e tem que aturar alguns palavrões e má vontade enquanto espera ele receber o pagamento quando der na telha.

Sinucas, neon e luz negra

Sinucas, neon e luz negra

O palco de shows é bem interessante: um mezanino em cima do bar. Quanto às bandas que tocam lá, depende da sorte. Mas como os eventos são divulgados on-line, vale a pena dar uma passadinha no site do Heavy Duty Beer Club ou na página do bar no Facebook para conferir se vale a pena. Todo mês rola uma noite open bar, com Devassa, drinks liberados e DJ’s. Uma boa opção para beber muito pagando pouco, dançar loucamente e levar alguns desaforos pra casa.

Show rolando no palco do mezanino

Show rolando no palco do mezanino

Área externa do bar

Área externa do bar

Veja a matéria do RJTV.

Endereço:

Rua Ceará, 104 – Praça da Bandeira

*Fotos: Google

Almoço no Botequim do Itahy – Leblon

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O Itahy do Leblon é um barzinho com atmosfera de botequim, decorado com fotos de pratos e aperitivos cobertos por flocos de alho, e cheio de referências ao Rio antigo. A grande pedida do almoço é a promoção de prato executivo com uma garrafinha de refrigerante de 290ml por R$14,90. São 6 opções de pratos promocionais, só para consumo na casa, e logo chega uma cestinha de torradinhas como entrada.

Torradinhas de cortesia no Itahy

Torradinhas de cortesia no Itahy

Prato individual + refrigerante 290ml

  • Filé de peixe ao molho de camarão, com purê
  • Frango grelhado com arroz e legumes
  • Frango com arroz de brócolis e fritas
  • Bife de alcatra à campanha
  • Picanha suína à mineira
  • Espaguete à bolonhesa

Sempre escolho o frango com arroz de brócolis e fritas. A comida é muito boa, mas os mais esfomeados podem se decepcionar com a quantidade: o prato é montado com a finalidade de saciar a fome e não de “empaturrar”. Como tem as torradinhas de entrada, acho a quantidade muito justa. Mas o mais importante sobre o Itahy é a relação do bar com o ingrediente alho: todos os pratos são salpicados com flocos de alho, exatamente como nas fotos das paredes, que abrem o apetite dos malucos pelo tempero. Reparei que todos os pratos são servidos com esses flocos de alho por cima e achei isso simplesmente o máximo. E ainda dá para acompanhar os noticiários durante o almoço. Mas se quiser escutar, sente perto de uma das TV’s, que o som fica bem baixinho.

Na falta de uma boa foto da fachada, peguei essa no site deles. ;)

Outra coisa que chamou a minha atenção foi que a casa ofere o petisco japonês edamame, que são grãos de soja dentro da vagem. Funciona assim: você estoura a vagem para comer os grãos, mas joga a vagem fora. Um dia ainda volto lá para experimentar esse petisco vegan. Não me apeteceu, mas fiquei curiosa.

Edamame: vai encarar?

Edamame: vai encarar?

Enfim… Se você gosta de um lugar mais arrumadinho e, principalmente, de alho, vale muito a pena. Se não gosta de alho, avise ao garçom. =)

Endereço:

Av. Ataulfo de Paiva, 1060 – Leblon

Botequim do Zé – Méier

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O Baixo Méier é uma região que vale a visita. São diversos bares, para todos os gostos, e é uma ótima oportunidade para ver gente, já que a rua de bares está sempre movimentada. O legal é que pessoal do Méier tende a ser mais boêmio e unido, em grande parte por causa dessa região. Em meio a tantos bares, um deles virou o ponto de encontro dos meus amigos: é o Botequim do Zé, também conhecido como Bar do Zé.

Pode chamar o garçom de "Zé", que ele atende.

Pode chamar o garçom de "Zé", que ele atende.

O botequim tem mesinhas de madeira bem confortáveis e facilmente “juntáveis”, espalhadas pela varanda e por dois espaços internos (que são os últimos a serem ocupados). A casa pendura TV’s para exibição de jogos de futebol (e, no resto do tempo, programação de TV aberta) e oferece as principais marcas de cerveja de garrafa, torres de cerveja, drinks e quentes. O botequim também oferece petiscos, embora não sejam preparados na cozinha deles. Qualquer petisco que você pedir virá numa bandeja coberta, direto do bar da frente. É que o dono do Botequim do Zé é o mesmo dono do Bar Reza Forte, barzinho do outro lado da rua, que aparentemente conta com uma cozinha melhor.

Normalmente, recomendaria o provolone à milanesa. Mas minha última experiência lá me deixou um pouco traumatizada. Não sei se foi um evento isolado ou se realmente o provolone caiu de qualidade. Na dúvida, vá de big batata, com queijo e bacon.

Se for sua primeira vez, você pode estranhar a necessidade de assinar todo pedido feito aos garçons (que atendem por “Zé”), mas é uma forma interessante de controlar o que você consome. No final, todos os pedidos assinados voltam junto com a conta e você pode conferir se está tudo certinho. Depois de algumas rodadas, o pessoal tende a assinar nome de personalidades ou qualquer besteira que o álcool incentive. Acaba sendo divertido.

Ah, e quanto ao nome do botequim, veio do Zé Pilintra da umbanda, o espírito patrono dos bares. Tem até uma estátua da entidade em um cantinho do bar, com direito a terno branco e chapéu panamá. Malandrão!

Promoção

Toda segunda-feira, qualquer marca de cerveja sai a R$3 e qualquer meia porção de petisco sai pela metade do preço.

Endereço

Rua Tenente Cerqueira Leite, 7 – Méier